McLaren fala que não mentiu sobre ultrapassagem
"Nós, a equipe, erramos", afirmou Martin Whitmarsh, chefe do time inglês
"Nós, a equipe, erramos", afirmou Martin Whitmarsh, chefe do time inglês
O chefe de equipe da McLaren, Martin Whitmarsh, fez questão de deixar claro que o time e Lewis Hamilton não mentiram aos comissários no episódio que resultou na desclassificação de ambos do GP da Austrália.O inglês perdeu o terceiro lugar após não revelar às autoridades de prova que deixou Jarno Trulli passar em bandeira amarela. O italiano da Toyota chegou a ser punido e deixou o posto para Hamilton, mas recuperou os pontos nesta quinta-feira."Nós, a equipe, erramos. Não fornecemos toda a conversa de rádio, pois acreditávamos que estávamos sendo ouvidos. Não acredito que isso foi essencial para a decisão dos comissários", comentou o chefe da equipe, nesta quinta-feira em Sepang, Malásia."Na nossa visão, o que aconteceu é que, durante a parte final do GP da Austrália, em condições complicadas, houve um incidente com safety car, quando Jarno trulli saiu da pista e Lewis passou de forma legítima. Não acho que isso está em questão.""Assim que aconteceu, a equipe não pôde ver. Lewis informou que tinha passado Trulli, e houve a conclusão de que ele havia feito isso com o safety car na pista", continuou."Naquela hora, nós não sabíamos que Trulli estava fora da pista, e Lewis perguntou sobre devolver a posição. Era a visão da equipe, sem ver a situação, e achamos que era a atitude mais segura"."Assim que a instrução foi dada, Lewis discordou. Uma discussão aconteceu e, antes de ela terminar, Trulli retomou a posição. Registramos a velocidade na hora e comparamos a outros momentos com o safety car na pista; e vimos que Lewis não fez nada de anormal. Acho que está bem claro que Trulli não deveria ter o ultrapassado", justificou Whitmarsh."Assim que aconteceu o incidente, conversamos com a direção de prova, para explicar e perguntar se Hamilton poderia retomar a posição, mas não obtivemos resposta. Perguntamos várias vezes, mas eles claramente estavam muito ocupados. Então, tivemos de lidar com isso, e sentimos que poderia ser resolvido após a prova", comentou."No encontro dos comissários, acreditamos _e erramos_ que os fiscais estavam cientes. Eles acreditam que nós não fomos explícitos o suficiente sobre o diálogo no rádio, e sentiram que isso prejudicou a decisão deles. Claro, nos arrependemos e este foi um erro da equipe, mas temos de aceitar a decisão", lamentou Whitmarsh, dizendo que não foi nada deliberado."Não fomos explícitos. Não acredito que aquela informação faria alguma diferença às decisões e deliberações naquele momento. Não foi uma tentativa deliberada. Está claro que os diálogos são auditados pela FIA, eles são abertos, e a FIA estava presente na audição. Então, houve uma crença de que era sabido isso [a conversa de rádio]", completou.
Fonte: Tazio
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