Nakajima nervoso
Nakajima revelou que está nervoso para a corrida deste fim de semana, por ser o único japonês atualmente na Fórmula 1, o nervosismo do rapaz se deve ao fato de ser a primeira vez que ele pilota um Fórmula 1 em seu país.
Uma coisa é certa Nakajima, a primeira vez a gente nunca esquece...
Corrida sem chuva
De acordo com a previsão do tempo, o GP do Japão deste ano terá um clima muito diferente de 2007, quando a corrida foi marcada por um aguaceiro.
Para o evento de 2008, que será disputado neste final de semana, não há indicação de chuva. Na sexta-feira (10), quando acontecem os primeiros treinos livres, o dia será de céu bastante nublado na região do autódromo de Fuji, na cidade de Oyama. A temperatura mínima deve ser de 16ºC, enquanto a máxima deve alcançar a marca de 25 graus. A umidade relativa do ar, porém, ficará em torno de 92%.
Já no sábado (11), a classificação oficial, que vai definir o grid de largada japonês, será disputada com sol, e os termômetros devem registrar 22 graus. No domingo (12), data da 16ª etapa do Mundial, a umidade do ar também deve chegar aos 90%, mas sem previsão de chuva. O sol deve novamente aparecer e a temperatura máxima poderá atingir os 20ºC.
Ainda bem, não gosto de corrida com chuva!!!

Bridgestone usa compostos 'verdes' no Japão
A campanha "Make Cars Green" (Faça Carros Verdes, em inglês), da FIA, terá um apoio inusitado da Bridgestone durante o final de semana do GP do Japão. A fornecedora oficial de pneus da F-1 anunciou nesta quarta-feira (8) que toda a borracha presente em Fuji terá frisos verdes, como forma de promover a busca por veículos menos nocivos ao meio-ambiente.
Apresentados em uma coletiva de imprensa em Tóquio, calçando uma Ferrari e uma McLaren, os pneus pretendem chamar a atenção do público ao redor do mundo para a campanha. "Esperamos que nossos compostos atraiam todos para que vejam o que está sendo feito na F-1 em termos ambientais", disse Shoshi Arakawa, presidente da companhia nipônica.
"A preservação ambiental é parte fundamental do nosso trabalho, e esperamos que essa colaboração com a FIA mostre isso ao mundo", destacou.
Representando o time de Woking, Lewis Hamilton também esteve presente no encontro, e deu seu parecer sobre a campanha proposta pela federação. "Desde o seu lançamento, sempre fiz o possível para promover a mensagem positiva que existe em 'fazer carros verdes'", disse o piloto.
"Isso é algo que transcende corridas. Carros são objetos incríveis, e a mensagem da campanha é de que podemos todos dirigir de maneira mais positiva, ecologicamente falando. E os pneus verdes são uma grande maneira de promover a medida. O esporte pode ajudar muito com novidades, como é o caso do KERS (sistema de recuperação de energia cinética) em 2009", concluiu Lewis.
Os pneus com a pintura especial serão usados durante todos os treinos e na corrida, continuando com a diferenciação entre macios e duros com um dos frisos brancos. Os outros serão verdes.
Crise econômica mundial atinge a Fórmula 1
Presidente da FIA diz que categoria pode acabar em dois anos
Não havia mesmo como a Fórmula 1 passar incólume ao terremoto que sacode os mercados financeiros no mundo todo. Nesta quarta-feira, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, deu um recado claro: caso não sejam tomadas medidas extremas para baixar os gastos das equipes, a categoria acaba em dois anos.
- Precisamos de mudanças urgentes, que se não forem feitas até em 2010, deixariam a categoria em sérias dificuldades. Já estava claro que a Fórmula 1 ficou insustentável mesmo antes da crise econômica. Podemos tomar o exemplo das equipes do fundo do grid. Contando o que recebem de Bernie Ecclestone, elas juntam no máximo 40 milhões de euros para a temporada, para gastar de duas a três vezes isso - explica o inglês.
Segundo Mosley, o que garante a sobrevivência dessas equipes menores é o investimento feito por bilionários, como Vijay Mallya (dono da Force Índia) ou Dietrich Mateschitz (dono da Red Bull e Toro Rosso).
- Se não fosse por eles, estas equipes não existiriam mais. Neste ano, tivemos uma equipe independente que fechou (Super Aguri). Se perdermos mais duas ou três, o grid ficará apenas com 14 ou 16 carros. Não teríamos mais credibilidade - apontou.
O presidente da FIA vem adotando uma política de contenção de custos há algum tempo, mas não há exagero no seu discurso. Basta levar em conta que seis equipes recebem apoio de importantes instituições financeiras - justamente o setor que vive um momento delicadíssimo nos dias de hoje.
A associação das equipes, a FOTA, terá de entregar no máximo até dezembro uma proposta para Mosley explicitando onde conter os custos. Mas o dirigente já sinaliza que pode adotar as medidas que achar necessárias, independente do desejo das montadoras envolvidas na F-1.
- É preciso reduzir os custos de motor e de câmbio. Uma equipe pequena paga atualmente cerca de 30 milhões de euros por ano, mas poderia gastar apenas 5% disso, sem que os torcedores na arquibancada notem alguma diferença. Mesmo as montadoras, que gastam mais, adorariam a chance de economizar 100 ou 200 milhões por ano se tivessem a chance disso. Há várias maneiras de impedi-los de gastar tanto, mas seriam necessárias mudanças draconianas - avisou.
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